segunda-feira, 17 de maio de 2010

Last step (inspirado em The Mars Volta) by Scentless

The mud from which the earth was created,
The lies where it boiled,
The surface of the crater
Is no longer a matter of choice…
The rash made my skin start to melt,
Torn the muscle in my chest,
And the spider logged inside my brain,
Has started to grow a nest…
My heart belongs to dreams,
And to the one that makes me dream,
Within a blink of a blinded eye…

And as I take a step in a fake attempt to try,
It lasts so little before you start to burn,
And in this world when it’s time to survive,
It’s no man’s land, and everyman’s turn…

I hope, when I’m invincible,
That I don’t have a throne,
Because if I share it with anyone,
Will it stand on its own?
And if you call the stars,
And create a hole, so thin…
I’ll be able to breathe some fire,
So that I can fill it in…
Your whispers make me dream,
Until I can’t stand to dream,
And have a sleep so pure…

And as I take a step in a fake attempt to try,
It lasts so little before you start to burn,
And in this world when it’s time to survive,
It’s no man’s land, and everyman’s turn…

I jump to breathe,
I cut to bring it in,
Enslaved, suffering,
Breathing, again, and again…

And as I take a step in a fake attempt to try,
It lasts so little before you start to burn,
And in this world when it’s time to survive,
It’s no man’s land, and everyman’s turn…


terça-feira, 27 de abril de 2010

Fortune by Scentless

Can you leave anything behind?
Can I cut your face with my smile?
And as I escape the trap that is your mind,
With pleasure, your teeth grind...

People of a world that no longer exists,
Keep telling me how I should live,
And so I became a hopeless slave,
Of a word in which I no longer believe…

Everything’s burning, please stay inside,
No regrets are a proof of denial,
I’ll taste your blood if you taste mine,
And we both can stay alive…

Angels of a heaven that no longer cares,
With wings rotten by corruption,
Killing whoever defies or dears,
To extinguish the eternal flame in the ocean…

Why can’t we just stop breathing?
Invisible wires connect you,
Play with a scissor to stop living,
I feel the rush, do you feel it too?

Misery in a soul that no longer loves,
Devastated by the loud bells announcing death,
Clearing the way for those who deserve,
Sweat and tears of the battle mark the path…

Do you think she was ready to go?
Yes, but not for the test,
Do you think she’s made of gold?
She’s made of hypocrisy at best…

And I came in advance,
For the end of it all,
For when fortune appears,
It soon begins to fall…

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dark by Scentless

Dark,
There’s only darkness overcoming the apparently peaceful halo in my soul,
Darkness only disrupted by the deep roar of a distant thunder,
Followed by a shiny lightning, announcing the storm,
Announcing the change that can, and must happen,
The first cloud starts to cry, and its tears penetrate in the calm of the dark lake,
Others soon follow, creating an aura of mist around the transparent water,
It’s a warning for me to take shelter, so I can escape the rain, that burns,
Burns my skin with its touch, burns my ears, with its interference in the silence,
Burns my nose, with its scent of mystery, burns my eyes, blurring my vision, so that I can’t see nothing besides it,
And I soon go to my so-called home, nothing more than ashes over ashes that still cover my head when it rains, and so I wait…

Dark,
As I watch the strange phenomenon that with its simple action can cause so much damage without even knowing,
I pray that I can keep my precious silence for some more time,
And as the rain stops, I look to the dark hole that is the sky, in search for a rainbow that I know in advance that just won’t come,
Only a reflection of my human nature, searching for a light that I know that doesn’t exist, only to find disappointment instead,
I come out of the shelter and see if it’s peaceful again outside, and there’s no sound,
No rain, no thunder, only the calming sound of the absorbing silence and of death awaiting, for every breath that slowly comes out of my burned lungs,
All like it should be, except for a beam of light that paints the sky, with its seven colors majestically dancing before my eyes, in a process that became familiar over the time, but now it was something different,
The light seemed more present, like it should never fade away, but of course, it disappeared, leaving me with despair to comfort my numbed soul,
So, I kept walking, just waiting,

Dark,
Sitting in a grey heart-shaped rock, the only trace of color (even if it’s vague) on this island that is my mind, I think of death, and how its embrace would give me the silence that I so desperately seek, and that I so desperately reject when it’s right before my eyes,
My eyes, once lifeless, only two brown rocks pending in a white ocean, after the rainbow relived and now, even close to blind, they search for that drug, that powerful hallucinogenic that satisfies my need for silence with brightness instead,
And so I realized I had become nothing but an addicted for silence and for light, and surprisingly, it doesn’t bother me,
Wrapped in my thoughts, I don’t watch the lake suddenly turned violent and the waves galloping along the shore, in my direction,
Only when the motion suddenly changes, becoming quiet and satisfied, I realize that something’s missing,
I try but I can’t hear anything, I can’t hear the most soothing sound in the world, I can’t hear the silence, replaced by shadows, but only for an instant,
Soon, the shadows die around me, only to return the silence and something even more precious, the light, the comforting light that my eyes seek so desperately, to drink from it, to bathe in it,
And then, followed by change, I stop waiting...

The silence ends, my heart beats again, and someday I'll die, but I don't mind...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Skinhead by Scentless

No pátio enfeitado de fumo,
Alguém passa com desconfiança,
Seu nome perdeu-se no tempo,
Nessa altura ainda uma criança,
De cabelo rapado por protesto,
Com corpo que há muito não crescia,
Olhos de um azul profundo,
Mas por detrás algo morria,
Insultos gritados das varandas,
Por ser pobre em bairro abastado,
Com veneno selado na boca,
E consciência de ser filho não desejado,
Encontrou o repouso na ponta do cigarro,
Encontrou a esperança no açúcar de rua,
Por viver sem vontade já não se preocupava,
Pois a vida que vivia já não era a sua,
E passeando sem desejar por entre o gozo,
E aos gozões esticando o dedo,
A resposta sempre pronta e igual,
“De filhos da puta nunca tive eu medo”,
E pouco a pouco encontrou a salvação,
Nesse óasis resplandescente que é a loucura,
Pois se o veneno é a tentação,
Então ele tinha encontrado a cura,
Fechado para sempre nessa concha,
Acalmado pela sua consciência,
Para nunca mais despertar desse sono,
Desse turpor causado pela demência,
Até ao dia em que o sol brilhou mais forte,
E a sua vida ganhou mais cor,
Encontrou-a por entre a multidão,
E impaciente, colheu-lhe uma flor,
Aceitando-a, nele acendeu a luz,
Mas curta foi a sua duração,
A flor foi atirada ao chão e espezinhada,
E assim foi também o seu coração,
Sentindo-se traído, chorando lágrimas amargas,
Se ninguém no mundo o aceitasse,
E se tudo o que ele queria era um abraço,
Então a morte que o abraçasse,
Colhendo o frio da lâmina áspera,
Um rosto desconhecido para sempre desapareceu,
Rejeitado pelo mundo, agora e para sempre,
Por desdém viveu, e por amor morreu…

segunda-feira, 15 de março de 2010

Palavras sem sentido by Scentless

Dá-me uma página para encher
De palavras sem sentido,
Das de quem não fala,
E apenas faz ruído,
Mas a verdade é que eu não morri,
Apenas andei perdido,
Mas pergunto: “Darias pela minha falta,
Se tivesse morrido?”
Acordei, exausto,
Como se nunca tivesse dormido,
E a alegria que senti,
Como se nunca a tivesse sentido…

E porque não se sente?
Essa ilusão, de dentro,
O coração, diferente,
Nessa fracção de momento…

E eu não vou seguir,
Alguém que não existe,
E de repente uma brisa
Sopra com o seu tom triste,
E mesmo que me pedisses,
Eu não iria,
Prefiro esperar aqui, ansiando
Pelo toque de uma mão sempre fria,
Desejando com rancor,
Pedir para deixar de ser,
Pois se o amor está vivo,
Então eu prefiro morrer…

E porque não se sente?
Essa ilusão, de dentro,
O coração, diferente,
Nessa fracção de momento…

Deprevismo Rosado- by The Un{told}

Dedos, dedos, descem, dedos tocam, dedos mostram e sentem, percorrem a tua perfeição,descem, tocam. Ditam o caminho à língua húmida e despida. Olhos regalados tiram-te tudo o que tens, não és de ninguém és somente aquilo que tens. Estes comente enquanto te despes, inocente e envergonhada.

Pinto um rasto de saliva, tracejado, no teu corpo magoado, enquanto procuro o que quero, não tenho pressa, já te tenho.

Tu tremes, sentes e mordes-te, prevês o inevitável, o que anseias o que pretendes, conhecer a minha natureza com a tua. Pelos seios passei e contornei, remexi e mordi, desci e desci ....

Os dedos marcham primeiro, impetuosos, impiedosos, não escapa nada. Chego às ancas, redondas e perfeitas, macias, os dedos saboreiam em primeiro lugar cada centímetro, cada milímetro.

Chupo e chupo e saboreio e saboreio, com fervor e sem favor o teu umbigo, não tenhas pressa já lá chegamos.

Enquanto que as mãos ocupadas brincando com as tuas nádegas perfeitas e simétricas observo os teus olhos despidos que me confirmam o que queres, o que eu quero, o que nós queremos, deprevismos sem compromissos.
A língua, desce o regalo desta é tanto, a pele torna-se mais macia, mais pálida, mais tímida, os dedos descem um pouco e contornam as tuas virilhas, até sorriem, as tuas pernas.


À espera à espera à espera
Ela bate, ela bate, ele bate

Impaciente, Impaciente, Impacientes

Chega


Chega eles dizem, agarram-te as pernas e abrem-tas à procura do cálice da vida, o Rosado, para que a língua possa beber dele.

A língua não tem pressas, mas com tempo lá chega ao botão.
Tu tremes, tanto que tu tremes, as tua unhas perfuram os lençóis, com fúria e prazer, e eu que ainda mal comecei.

Uma bela rosa, com os seus encantos e regalos, cobiçada, amaldiçoada, violada, desejada, ambicionada e magoada. Sozinha, assustada, respirando e ansiando. A língua contorna, abusa, retira tudo do botão, morde lambe chupa morde lambe chupa morde lambe chupa e tanto que desfruta.

Os dedos ciumentos não se contentam, esfomeados por te tocar vão ao prato principal. Passam os dedos pelo Rosado, ficam húmidos, não se atrevem a entrar a procurar a esgravatar, ainda não. Vão dar à língua a provar o sabor da tua humidade, e estes húmidos, cavalheiros da sua natureza abrem as portas ao cálice. Disputam entre si pelos escolhidos, a pisar a terra sagrada, lei da sobrevivência, os maiores ganham.

Vão 3

Penetram tuas defesas de cabeça erguida para alcançar a terra esquecida.
Tu demonstras o teu agrado, mais uma vez contorces-te toda reviras os olhos, mãos esticadas, pele corada.

É uma indecisão, a de estes escolhidos, que não sabem onde ficar, lá dentro ou cá fora.

A língua demande, a língua exige, um canal desimpedido. Os dedos dobram-se à sua cede, e esta seca da tua pele, mata a cede no teu cálice.

A sua cede é insaciável, inesgotável, imperdoável mas desejável. É a gula e a luxuria na sua convivência.

Lambe todo o rosado, a tua rosa, a tua jóia mais preciosa. Somos húmidos, fios de saliva pintam uma teia, a nossa doutrina.

As tuas mãos, agarram a minha cabeça, com garras fazem-me festas brutas e impulsivas.
Subem e descem, a força vêm a força vai-te, mas eu vou e vou.

Contrariada tem de sair,a língua, não é a única com fome, e com curiosidade para entrar nesses vales de maravilhas.

Estou sobre ti, olhos nos olhos, a tua respiração é fogueante, dou-te um beijo puxado pela língua para esta confraternizar com a tua, mais um fio de saliva.

Com os teus olhos nos meus, conheço as tuas mãos quentes e despidas em mim, enquanto que me puchas para dentro de ti. O ceptro nu e orgulhoso, manejado por ti, conhece as portas do teu vale, toca-lhes bem, e entra, por um fundo corredor com fervor e sem favor.

Por aqui ficamos, é agora, a meta do nosso conto, que acaba, somente quando, conhecido um prazer carnal final, pintamos o canal.



Natureza por natureza, carne por carne, prazer por prazer, é assim que deve ser, a rainha de nosso senhor, a dama de fervor do nosso esplendor.

domingo, 14 de março de 2010

Retrato de uma Paisagem Comum- by the Un{told}

Com um par de cornos caminham cegamente

Balbuciando ilusões alegremente


Procuram pastagens verdes e água

Riquezas e grandezas

Para saciarem a sua magoa

E fundarem suas impressas


Um verde inocente e belo

Passa para um verde corrompido

Usado para trocas materiais, fachadas carnais

Para encerrar memorias de um local já esquecido


Grandiosas verduras

Transformam-se em duvidosas infra-estruturas

Que se estáveis como o seu génio por detrás

Destinadas a seguir o seu rumo estão

Por regra levando muitos cabritos pelo caminho.


Uma realidade crua e verdadeira, um sem expressão de nome gula

É a necessidade de dono de tudo ser para de tudo ter, quando nem donos de tão pouco como um sorriso verdadeiro conseguimos ser.


É a pose do que não pode ser domado, que uma vês revoltado não pode ser contrariado.


Um vento rude e bruto


Apaga o murmuro e os sussurros

De uma paisagem iluminada pelos sonhos

Estilhaçados de uma manada de sonhadores


O sol se mostra, incide e bate


Queima furiosamente gloriosamente

Está mal disposto, pois como não pode?

Perante a visão do pecado e da morte

Sem culpa ou pena aparente


A água acorda, se revolta


Traz-nos a sua face mais devastadora

Uma vez calma e serena de grande tolerância e grandeza

Agora indomável e inconsciente intolerável e magnificente

Tapa o sol por minutos, o desejo de muitos, para dar a beber ao mundo o seu julgamento.


A terra fala, tudo se cala


Seu silêncio é tomado como certo, é tímida e envergonhada

Mas o peso às suas costas é tão grande, é demasiado para suportar

Portanto voz às suas acções ela tem de dar, quando esta fala, todos choca, a todos chega

A todos controla.


É um resultado inevitável, um futuro previsível

Muitos procuram o Oásis, uns proclamam quase lhe tocarem

Para quê? Para o terem e verem-no passar pelas mãos do industrialismo e do consumismos?

Se não se aprende com os erros de que nós serve errar?