Pode estar tudo dito, mas não está tudo feito,
Renuncia ao estatuto de monotonia,
Essa rotina que tanto dilacera o peito,
Mas da qual só prescinde quem não tem mais um dia.
Percorrendo sempre os mesmos espaços,
Indiferença perante janelas que de flores se adornam,
Tantas vezes já vi os mesmos traços
Que até estátuas as pessoas se tornam…
Agarrando o previsível desesperadamente
Até a morte nos bater à porta,
Se profano algo digo conscientemente,
E Deus não diz nada, logo, não se importa…
Depois de acordar é que se começa a viver,
Todo o segundo se torna banal
Até se ter esse pequeno prazer
Que é a tua saudação matinal…
Só uma coisa me custa admitir,
Que na minha vida mais não há
Do que andar para te sentir
E morrer quando não estás lá…
Pois adivinhem quem não está!
E a rotina de repente não vale nada,
E ao ver a esperança esmagada
Sempre temos o dia seguinte…Então vá…
Chegou a altura de deixar esta onda,
Por retrospecção desta jornada absurda
Em que se vê que a estrada ainda é longa
E a vida, essa, é curta…
sábado, 9 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
No Soalho Manchado, by The Un{told}
Passo atrás de passo no soalho molhado.
Passo atrás de passo num passado manchado.
No silencio deambulava, uma questão que perdura, se é pura a duvida posta pelo vestido púrpura.
Se é justo e justificável, se te manténs fiável e amável. Culpado foge à sua culpa, mas ele não foge à sua dúvida, se não será a culpa só sua.
Ainda incondicionado, escreve a mágoa que não chora, e amaldiçoar o tempo, que o faz ponderar se chegou a sua hora.
“Naquela noite, na chorosa noite, em que a hora se adiantava juntos paramos a corda, prometi-te meu corpo e alma meu sangue meu tudo.”
Esta distancia do que provou, uma coisa certa dentro dele ficou, que de tão pouco e de tão longe este amor durou e durou, amor que ainda hoje não cessou.
Precipitado e impaciente, com as melhores intenções deixou escapar as melhores emoções.
O teu corpo abraçar, teus lábios beijar e no teu peito se refugiar, no teu batimento escaldante, se sentiu acolhido e protegido, amado.
Agora ao frio e desprotegido, molhado, e envergonhado ele reconhece ter errado, cá fora agora vê o que de lá dentro não podia, o porquê de se ter apaixonado.
Estendido sobre o céu estrelado,
Pintado com lágrimas, agora molhado,
No leito da dúvida derrotado.
Um jovem apaixonado.
Passo atrás de passo num passado manchado.
No silencio deambulava, uma questão que perdura, se é pura a duvida posta pelo vestido púrpura.
Se é justo e justificável, se te manténs fiável e amável. Culpado foge à sua culpa, mas ele não foge à sua dúvida, se não será a culpa só sua.
Ainda incondicionado, escreve a mágoa que não chora, e amaldiçoar o tempo, que o faz ponderar se chegou a sua hora.
“Naquela noite, na chorosa noite, em que a hora se adiantava juntos paramos a corda, prometi-te meu corpo e alma meu sangue meu tudo.”
Esta distancia do que provou, uma coisa certa dentro dele ficou, que de tão pouco e de tão longe este amor durou e durou, amor que ainda hoje não cessou.
Precipitado e impaciente, com as melhores intenções deixou escapar as melhores emoções.
O teu corpo abraçar, teus lábios beijar e no teu peito se refugiar, no teu batimento escaldante, se sentiu acolhido e protegido, amado.
Agora ao frio e desprotegido, molhado, e envergonhado ele reconhece ter errado, cá fora agora vê o que de lá dentro não podia, o porquê de se ter apaixonado.
Estendido sobre o céu estrelado,
Pintado com lágrimas, agora molhado,
No leito da dúvida derrotado.
Um jovem apaixonado.
sábado, 2 de outubro de 2010
Final Kiss on A Cold Stone Called Bliss at the Gates of Closure by The Un{told]
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- Cold Stone Called Bliss
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“Aquilo que és, tem o seu peso
Como arma justificada
Cegamente apontada
É usada com preconceito e medo”
“De balas forjadas
Com palavras abençoadas
De livre direito e arbitro
À razão e coração apontadas”
Vermelho arrojado de um amor debotado.
Dos seus lábios só sangue seco escorre, de feridas que nem o tempo foge.
Existência esta, queria amar e viver, agora não consegue perdoar, este anjo amaldiçoar por todo o seu amor tirar.
Um ser certo como qualquer outro, embalagem defeituosa e à qual o amor faltou e a que uma amargura não lhe custou, em sonhos e lamurias e questões se afundou, mas nela se encontrou, um ser novo, cartilagens de esperança e ossos de fé era um homem novo, num mundo onde já mais podia ter pé.
Das escadas desceu, com o seu véu o estremeceu, súbita e repentinamente pensou que este anjo pudesse ser só seu. No seu ventre sentia-se quente e acolhido, zumbia um inverno dorido, mas não passava somente de um Tolo Esquecido.
Seus atributos mantinham-no ocupado e distraído, enquanto emaranhado e amarrado, era explorado.
Era mantido naquela teia, numa luxúria eloquente abastecido de ilusões ardentes.
“- Desceste em mim, de trapos gloriosos no entanto rasgados, esquartejados pelos ignorados resultaram arcadas para em visão nua e crua observar tua pele colorida e despida, que visão magica a de esses trapos no teu corpo tão pesados e esboçados, de um tecido banhado em falsidades e vaidades, quase como tu, ousados e intimidastes ambos o são, à que combinação tão majestosa. “
Alimentado com uma venda diante dos olhos sequestrada, sem algemas ou esquemas, era simples e natural, que homem não cai na doce e reconfortante tentação e de sentir um corpo como o dela, suave e exuberante, lento à face do tempo, como se sempre jovem?
“Não podia já mais
Deixar de apreciar
Um corpo nu por acariciar
Fase a tais desejos carnais”
“Um pena como sobre mim,
Cadeia um peso notável
De ti uma luz inigualável
De um vestido pesado de cetim”
Seus olhos em ti caiam, enquanto os imperiais ventos zumbiam ao teu encontro, que encanto, como te manténs inerte e firme perante o tempo com esse manto humano. Um anjo pelas mãos dos ignorados mestres forjado, pelos seus progenitores amado, de uma linhagem infértil, que só com a essência e um tolo bastardo nasceu, de sangue e suor apodreceu ao ver as asas bater, morrer.
Uma existência assombrosa, ao lutar e sacrificar uma vida por algo nobre que mais tarde apesar de amada e respeitada, ser considerada duvidosa, é o resultado do peso em mãos finas e mesquinhas.
“- Quando teus braços com suas mangas rasgadas me acolheram com a sua imensidão eu podia ver, o transepto preenchido de tatuagens de relevo, o desejo, os portais, para jamais teu corpo poder imaginar. Um transepto tão belo e clássico como a propaganda do dito inocente no espeto.”
Muitos tolos já caíram nas tuas graças, explorados, violados, roubados de suas vidas, seus sonhos e desejos. Como mulher, hipócrita és, submeter os tolos como animais aos teus desejos carnais, por ti, carregarem os espelhos das tuas ilusões, por ti se submeterem ajoelhados perante os teus reflexos babados na Rosácea, com os sonhos estilhaçados. De olhos molhados, escorrem rios de duvidas e de porquês, agora sabem o porquê de não se comprar sempre ao mesmo freguês.
A tua proximidade com os céus não foi deixada ao acaso, uma divindade inquestionável era necessário, para e também impressionar aqueles que de lá longe para que pudessem ao observar não duvidar, do quanto longe com essas asas chegas-te, num mundo de pecadores e sonhadores.
Elas batem, à pois batem, como pedras no soalho gastam, de mãos armadas com ferramentas trabalhadas, movimentos acentuados de chicotadas sem marcas vão buscar armas a outras camadas, de cá de cima de onde traça faz raça.
Arte representar e ensinar, apontamentos antigos uma arte de elevar aos céus, através da tua razão e imensidão ilusão. Requintada sustentas a ilusão, imagem carnal de conceitos e leitos suspeitos, uma fachada idealizada e respeitada.
Guardiã dos valores espirituais e morais.
Qualidades invejáveis as tuas com o dom da palavra de ensinamentos escolásticos.
Pois onde chegas-te é de admirar, mas teus erros sublinhar pois já são mais do que uma mão possa contar, e desse modo não se podem deixar de evitar.
“Nas tuas mãos chapinhei
Como peixe feliz respirei
Como homem te amei
E como peixe não pensei”
“Eloquentemente vivi
À custa de ti que nunca devi
Mas contigo vi e senti
O que nunca quis, mil febris.”
“- Nas arcarias, não te bastavam as aias, mas eram também reis e lordes, não te bastava, gula sem fartura tinhas de prova de tudo, o teu ventre saciar, um bordel alimentar, com xulos a cobiçar e acompanhantes como tu a chatear.”
---------------
- Final Kiss
---------------
Quando em vale de lençóis, um calor depravado pois sois como mil sóis. Nua e crua a mim te entregaste gasta e rasgada, mas eu cego, e embaraçado, sentidos nublados.
Teus orifícios, cantos e recantos explorar para a minha fome matar pensei. Não podia já mais prever onde me ia meter.
Desprotegidos e desinibido, mergulhei de cabeça sem pensar, naqueles vales por explorar dei uso à Machete para cortar mato, em perigos eminentes andei descalço dado como um chamariz, em vez de cauteloso e atento, nariz empinado e orgulhoso.
“- Caminhou em pegadas apagadas de caminhadas passadas, caminho como evidência de crimes esquecidos pelo tempo e apagados pelo mesmo”
O meu corpo sobre o teu com a tua vontade sobre a minha, uma disputa viciada, tremia minhas mãos, desamparadas, revoltadas.
Aéreos na sua estrutura, sua função, receberem o meu peso, o peso que é das minhas mãos, nas abobadas nas suas nervuras e naqueles que se projectam de maneira irreal a alturas vertiginosas.
A tua posição tão aberta e estável, tão sensual e invejável, quase sobre contrafortes.
Naqueles que se afirma se projectando me perco, me entreténs, como duas luas hipnotizantes, no céu estrelado sobre as nuvens e todas as estrelas cativantes.
Pinto o céu molhado, as nuvens chovem e tu molhada, pingas e pingas atrás de pinga e pinga.
Estas pingas, escorrem pelas vastas abobadas, deixando-as escorregadias, lubrificadas.
Nervos e relevos fazem escoadas culpadas, meu ceptro seco fica regalado e eriçado.
“- Comportamentos do lado da razão, dizias, justificados pela palavra, rias-te, pelo que é justo e correcto nesta terra, murmuravas, as questões manchadas eram te apontadas, dispersavas, enquanto a ele te agarravas e nele sugavas e chupavas.”
Respiração, quente ao meu ouvido, sussurros comichosos e molhados, faziam arrepio pela espinha e ossos, estes pesados e fracos. Recordações de um passado atrasado, de pernas curtas e braços largos, cansado.
Quando tinha de aguardar, sentia-me perdido, sem voz, surdo e mudo num mundo confuso, sem uso. Esquecido no meio dos encontrões à espera nos degraus, frente aos portões. Deambulava ao silêncio de mãos no peito, em repouso estendido, confinado no escuro e nas sombras, olhos regalados e ensanguentados, secos do tempo a tremer de medo.
Por perguntas colocar sem respostas possíveis dar, depressões aos ombros com sem faces visíveis, todo o redor infectado crianças e bebes manchados. Ruas frias e estreitas de simetrias, sem faces frente a frente, sombras no escuro faziam eco no silêncio, onde a traça zumbe se faz raça, faz comichão e dói mas não se pode coçar, bem tentei e falhei.
“ - Onde o amor falhou como o mundo que o abandonou, a mágoa e dor não lhe custou, neles se encaixou e repouso como criança amamentada do seio das sobras da escumalha.
- Enquanto nua e despida a rua estreita e severa, numa subida acentuada e molhada, ele rastejava, acompanhado somente pela mágoa e água que o encharcava, fazendo o pouco que vestia mais pesado e cansado.
- Naquele dia, um como não outro, ele chegou ao fim da rua, e sobre ele um anjo desceu, tu armada e de espadas carregadas cravas-te as tuas garras numa presa ferida, onde já havia rasa e muitas traças.”
------------------
- Gates of Closure
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Teus lábios molhados toquei e com os meus cruzei, mordi e puxei para mim faminto. Queria sentir a tua palavra molhada, essa língua perturbada, sentir o teu julgamento no meu corpo.
Enquanto descias impiedosamente, desalmadamente, marcavas um vasto rasto molhado e babado. Era um julgamento, uma prova para ela, do meu sabor, do meu valor.
Palavras de uma polaridade certa de dois lados de espadas erguidas de uma batalha por chegar, um final ainda por testemunhar.
Nos meus peitos roçaste essa cobra sensual, no meu ouvido sibilaste e nas minhas virilhas te entrelaçaste como um ritual um banquete para te saciar. O eterno julgamento é húmido, e desinibido, desprovido e faminto.
“Olhos presos em veneno, feridas lambidas e sussurros de metileno. Que me custa, tu dado e apanhado, nestas teias de saliva, ingénuo às unhas que te rasgavam a pele e que te acariciavam.”
Esboçado com timidez, frontal, e reconhecido pela sua rigidez, entre declives acentuados redondos e depravados. Invisto de cabeça erguida, com as mãos despidas afasto os declives.
Entre a simetria reconheço uma baixa volumetria.
Canal de uma via antecedido, agora uma excepção.
Um portal em sombra, só nele em sussurro entra os que da sombra vêem.
Meu desejo este, de explorar cada canto, agora explorar este manto.
“Normalmente esquecido, humidificado e moribundo, não é oferecido pela pouca decência, é poupado e pouco procurado.”
Deitada, respiração sem compaixão, a um ritmo exuberante faz batida perante estas paredes em que o eco confessa as suas acções.
Estes meus olhos perante esta visão nua não conseguia ver nada mais se não ternura, um corpo sem amargura.
Mostraste-me o caminho, nas linhas da frente carregavas a artilharia e nas linhas de trás abria espaço à mercadoria e preparava-a para entrar pela simetria acima.
Abriste o canal, sem medo ou mal eu entrei sem olhar marchei marchei.
Condições estreitas e calorosas, cá fora no tímpano, braços carregados a maços de tecido como se carregasses o dito convicto como em memória.
Acompanhados e amados, tolos e culpados como eu, dados e com o tempo descartados.
Questões colocava, o que levara um rei a ajoelhar-se? Não é um rei digno de se manter imóvel ao espaço e ao tempo contínuo? Seria então Luís VII mais um tolo esquecido, deleitado na tua cama, explorado, manipulado e esvaziado no teu útero?
“Tuas influências, sem limites, tuas pernas abertas, de uma acústica rústica, eco surdo e mudo.
Ignorado mestre, não dum qualquer, um Cónego no puder virava-te do avesso ao anoitecer. Tuas linhas tecer, teus valores esquecer de coser, e num plano de fundo, com tesão aliviar a pressão.”
Com ela senti, mil sois, em mim uma força inconsumável, de veras, indomável.
Por e ao entrar naqueles vales, quentes e acolhidos, de paredes pintadas e gastas, de odores culpados, de um branco choroso às paredes de um portal vaidoso.
Ainda me recordo, seis austeros firmes e convictos, depravados e sucintos à espera da recepção da bênção e coroação.
Alimentar-se da minha natureza, a minha essência, para me deixar cativo e faminto, e dessa forma obter mais um tolo esquecido.
Tinha entrado e por muito que forçasse a saída á muito que fechada, mas forçar foi algo que não fiz, na altura regalado, não quis.
“Num beco, preso inconsciente, um ar frio e seco faz arremesso ao seu redor, não é de veras suficiente para fugir das ameaças que cessam para além das Rosáceas. Curioso é, que a luz que te ilumina e te identifica, que o indicou aos teus pedestais na procura de certos, correctos e convictos ideais nunca o abandonou muito pelo contrário, da tua presença sempre o salvaguardou.”
Finalmente tinha encontrado um local tão belo e apaixonante, com um realismo acentuado e um vasto volume corporal. Fui recebido e agora no berço, no seu útero estava livre, protegido e recolhido, mas acima de tudo iludido.
Continuei como ela queria, guiado pelos seus movimentos era ditado e dissecado consoante os seus desejos e enriquecido com juramentos para a eternidade.
Um erupção eventualmente era de esperar, enquanto que ma puxavam para fora com movimentos de fricção, portanto era inevitável, não me guardei, não pensei, não hesitei …
No auge, num patamar superior, observados, eu benzi-a com tudo o que tinha de mim, dentro de mim e logo a seguir foi coroada e, como agora na presença de uma divindade reconhecida, eu cai deliberadamente dás mãos que tanto me prometeram não me largar.
Naquele momento de maior fraqueza e vulnerabilidade em que o passado não teve piedade e as minhas mãos agora manchadas com a verdade, após anos sem maldade, uma alma já castigada e punida, culpado por os mandamentos quebrar e por aos sem face faces dar cair outra vez ao fundo muito lentamente, sem conseguir respirar.
“Perdera os seus privilégios e já não era visto como merecedor mas antes como um tolo pecador, sendo o seu único pecado, nesta ultima vida, o conforto não questionado, a ingenuidade deliberada.”
Ao cair de volta à rua que subira, os portais que trespassara e violara não esboçavam feições de prazer e lazer com quem no pecado andara, agora rir pareciam, sem remorso.
"É uma história de amor, um amor inocente e demente, um carinho meigo e quente desprotegido e carente.
“Uma fé como não outra, uma devoção cara e com juros. Uma tentação de descarregar nela os nossos pesos e medos, uma luxúria uma sensação de liberdade, uma melodia de vaidade para ouvidos surdos só.
Como erro em geral, uma lição tirar, umas portas abrir outras fechar, caminhos passados não esquecidos mas outros seguir.
Ela não te pode segurar nem amar, de uma passado já confrontado e abraçado, sobrou uma traça do terraço, uma infestação quase vencida prova-se desinibida e invicta.”
“É uma historia de amor,
Por aquela que só causou dor
No inicio, nestes dias frios um calor
No coração, amolecido, se fazia furor
No seu interior escondido no tempo um odor
Previa um final manchado, tantas esperanças num legado de terror.”
- Cold Stone Called Bliss
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“Aquilo que és, tem o seu peso
Como arma justificada
Cegamente apontada
É usada com preconceito e medo”
“De balas forjadas
Com palavras abençoadas
De livre direito e arbitro
À razão e coração apontadas”
Vermelho arrojado de um amor debotado.
Dos seus lábios só sangue seco escorre, de feridas que nem o tempo foge.
Existência esta, queria amar e viver, agora não consegue perdoar, este anjo amaldiçoar por todo o seu amor tirar.
Um ser certo como qualquer outro, embalagem defeituosa e à qual o amor faltou e a que uma amargura não lhe custou, em sonhos e lamurias e questões se afundou, mas nela se encontrou, um ser novo, cartilagens de esperança e ossos de fé era um homem novo, num mundo onde já mais podia ter pé.
Das escadas desceu, com o seu véu o estremeceu, súbita e repentinamente pensou que este anjo pudesse ser só seu. No seu ventre sentia-se quente e acolhido, zumbia um inverno dorido, mas não passava somente de um Tolo Esquecido.
Seus atributos mantinham-no ocupado e distraído, enquanto emaranhado e amarrado, era explorado.
Era mantido naquela teia, numa luxúria eloquente abastecido de ilusões ardentes.
“- Desceste em mim, de trapos gloriosos no entanto rasgados, esquartejados pelos ignorados resultaram arcadas para em visão nua e crua observar tua pele colorida e despida, que visão magica a de esses trapos no teu corpo tão pesados e esboçados, de um tecido banhado em falsidades e vaidades, quase como tu, ousados e intimidastes ambos o são, à que combinação tão majestosa. “
Alimentado com uma venda diante dos olhos sequestrada, sem algemas ou esquemas, era simples e natural, que homem não cai na doce e reconfortante tentação e de sentir um corpo como o dela, suave e exuberante, lento à face do tempo, como se sempre jovem?
“Não podia já mais
Deixar de apreciar
Um corpo nu por acariciar
Fase a tais desejos carnais”
“Um pena como sobre mim,
Cadeia um peso notável
De ti uma luz inigualável
De um vestido pesado de cetim”
Seus olhos em ti caiam, enquanto os imperiais ventos zumbiam ao teu encontro, que encanto, como te manténs inerte e firme perante o tempo com esse manto humano. Um anjo pelas mãos dos ignorados mestres forjado, pelos seus progenitores amado, de uma linhagem infértil, que só com a essência e um tolo bastardo nasceu, de sangue e suor apodreceu ao ver as asas bater, morrer.
Uma existência assombrosa, ao lutar e sacrificar uma vida por algo nobre que mais tarde apesar de amada e respeitada, ser considerada duvidosa, é o resultado do peso em mãos finas e mesquinhas.
“- Quando teus braços com suas mangas rasgadas me acolheram com a sua imensidão eu podia ver, o transepto preenchido de tatuagens de relevo, o desejo, os portais, para jamais teu corpo poder imaginar. Um transepto tão belo e clássico como a propaganda do dito inocente no espeto.”
Muitos tolos já caíram nas tuas graças, explorados, violados, roubados de suas vidas, seus sonhos e desejos. Como mulher, hipócrita és, submeter os tolos como animais aos teus desejos carnais, por ti, carregarem os espelhos das tuas ilusões, por ti se submeterem ajoelhados perante os teus reflexos babados na Rosácea, com os sonhos estilhaçados. De olhos molhados, escorrem rios de duvidas e de porquês, agora sabem o porquê de não se comprar sempre ao mesmo freguês.
A tua proximidade com os céus não foi deixada ao acaso, uma divindade inquestionável era necessário, para e também impressionar aqueles que de lá longe para que pudessem ao observar não duvidar, do quanto longe com essas asas chegas-te, num mundo de pecadores e sonhadores.
Elas batem, à pois batem, como pedras no soalho gastam, de mãos armadas com ferramentas trabalhadas, movimentos acentuados de chicotadas sem marcas vão buscar armas a outras camadas, de cá de cima de onde traça faz raça.
Arte representar e ensinar, apontamentos antigos uma arte de elevar aos céus, através da tua razão e imensidão ilusão. Requintada sustentas a ilusão, imagem carnal de conceitos e leitos suspeitos, uma fachada idealizada e respeitada.
Guardiã dos valores espirituais e morais.
Qualidades invejáveis as tuas com o dom da palavra de ensinamentos escolásticos.
Pois onde chegas-te é de admirar, mas teus erros sublinhar pois já são mais do que uma mão possa contar, e desse modo não se podem deixar de evitar.
“Nas tuas mãos chapinhei
Como peixe feliz respirei
Como homem te amei
E como peixe não pensei”
“Eloquentemente vivi
À custa de ti que nunca devi
Mas contigo vi e senti
O que nunca quis, mil febris.”
“- Nas arcarias, não te bastavam as aias, mas eram também reis e lordes, não te bastava, gula sem fartura tinhas de prova de tudo, o teu ventre saciar, um bordel alimentar, com xulos a cobiçar e acompanhantes como tu a chatear.”
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- Final Kiss
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Quando em vale de lençóis, um calor depravado pois sois como mil sóis. Nua e crua a mim te entregaste gasta e rasgada, mas eu cego, e embaraçado, sentidos nublados.
Teus orifícios, cantos e recantos explorar para a minha fome matar pensei. Não podia já mais prever onde me ia meter.
Desprotegidos e desinibido, mergulhei de cabeça sem pensar, naqueles vales por explorar dei uso à Machete para cortar mato, em perigos eminentes andei descalço dado como um chamariz, em vez de cauteloso e atento, nariz empinado e orgulhoso.
“- Caminhou em pegadas apagadas de caminhadas passadas, caminho como evidência de crimes esquecidos pelo tempo e apagados pelo mesmo”
O meu corpo sobre o teu com a tua vontade sobre a minha, uma disputa viciada, tremia minhas mãos, desamparadas, revoltadas.
Aéreos na sua estrutura, sua função, receberem o meu peso, o peso que é das minhas mãos, nas abobadas nas suas nervuras e naqueles que se projectam de maneira irreal a alturas vertiginosas.
A tua posição tão aberta e estável, tão sensual e invejável, quase sobre contrafortes.
Naqueles que se afirma se projectando me perco, me entreténs, como duas luas hipnotizantes, no céu estrelado sobre as nuvens e todas as estrelas cativantes.
Pinto o céu molhado, as nuvens chovem e tu molhada, pingas e pingas atrás de pinga e pinga.
Estas pingas, escorrem pelas vastas abobadas, deixando-as escorregadias, lubrificadas.
Nervos e relevos fazem escoadas culpadas, meu ceptro seco fica regalado e eriçado.
“- Comportamentos do lado da razão, dizias, justificados pela palavra, rias-te, pelo que é justo e correcto nesta terra, murmuravas, as questões manchadas eram te apontadas, dispersavas, enquanto a ele te agarravas e nele sugavas e chupavas.”
Respiração, quente ao meu ouvido, sussurros comichosos e molhados, faziam arrepio pela espinha e ossos, estes pesados e fracos. Recordações de um passado atrasado, de pernas curtas e braços largos, cansado.
Quando tinha de aguardar, sentia-me perdido, sem voz, surdo e mudo num mundo confuso, sem uso. Esquecido no meio dos encontrões à espera nos degraus, frente aos portões. Deambulava ao silêncio de mãos no peito, em repouso estendido, confinado no escuro e nas sombras, olhos regalados e ensanguentados, secos do tempo a tremer de medo.
Por perguntas colocar sem respostas possíveis dar, depressões aos ombros com sem faces visíveis, todo o redor infectado crianças e bebes manchados. Ruas frias e estreitas de simetrias, sem faces frente a frente, sombras no escuro faziam eco no silêncio, onde a traça zumbe se faz raça, faz comichão e dói mas não se pode coçar, bem tentei e falhei.
“ - Onde o amor falhou como o mundo que o abandonou, a mágoa e dor não lhe custou, neles se encaixou e repouso como criança amamentada do seio das sobras da escumalha.
- Enquanto nua e despida a rua estreita e severa, numa subida acentuada e molhada, ele rastejava, acompanhado somente pela mágoa e água que o encharcava, fazendo o pouco que vestia mais pesado e cansado.
- Naquele dia, um como não outro, ele chegou ao fim da rua, e sobre ele um anjo desceu, tu armada e de espadas carregadas cravas-te as tuas garras numa presa ferida, onde já havia rasa e muitas traças.”
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- Gates of Closure
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Teus lábios molhados toquei e com os meus cruzei, mordi e puxei para mim faminto. Queria sentir a tua palavra molhada, essa língua perturbada, sentir o teu julgamento no meu corpo.
Enquanto descias impiedosamente, desalmadamente, marcavas um vasto rasto molhado e babado. Era um julgamento, uma prova para ela, do meu sabor, do meu valor.
Palavras de uma polaridade certa de dois lados de espadas erguidas de uma batalha por chegar, um final ainda por testemunhar.
Nos meus peitos roçaste essa cobra sensual, no meu ouvido sibilaste e nas minhas virilhas te entrelaçaste como um ritual um banquete para te saciar. O eterno julgamento é húmido, e desinibido, desprovido e faminto.
“Olhos presos em veneno, feridas lambidas e sussurros de metileno. Que me custa, tu dado e apanhado, nestas teias de saliva, ingénuo às unhas que te rasgavam a pele e que te acariciavam.”
Esboçado com timidez, frontal, e reconhecido pela sua rigidez, entre declives acentuados redondos e depravados. Invisto de cabeça erguida, com as mãos despidas afasto os declives.
Entre a simetria reconheço uma baixa volumetria.
Canal de uma via antecedido, agora uma excepção.
Um portal em sombra, só nele em sussurro entra os que da sombra vêem.
Meu desejo este, de explorar cada canto, agora explorar este manto.
“Normalmente esquecido, humidificado e moribundo, não é oferecido pela pouca decência, é poupado e pouco procurado.”
Deitada, respiração sem compaixão, a um ritmo exuberante faz batida perante estas paredes em que o eco confessa as suas acções.
Estes meus olhos perante esta visão nua não conseguia ver nada mais se não ternura, um corpo sem amargura.
Mostraste-me o caminho, nas linhas da frente carregavas a artilharia e nas linhas de trás abria espaço à mercadoria e preparava-a para entrar pela simetria acima.
Abriste o canal, sem medo ou mal eu entrei sem olhar marchei marchei.
Condições estreitas e calorosas, cá fora no tímpano, braços carregados a maços de tecido como se carregasses o dito convicto como em memória.
Acompanhados e amados, tolos e culpados como eu, dados e com o tempo descartados.
Questões colocava, o que levara um rei a ajoelhar-se? Não é um rei digno de se manter imóvel ao espaço e ao tempo contínuo? Seria então Luís VII mais um tolo esquecido, deleitado na tua cama, explorado, manipulado e esvaziado no teu útero?
“Tuas influências, sem limites, tuas pernas abertas, de uma acústica rústica, eco surdo e mudo.
Ignorado mestre, não dum qualquer, um Cónego no puder virava-te do avesso ao anoitecer. Tuas linhas tecer, teus valores esquecer de coser, e num plano de fundo, com tesão aliviar a pressão.”
Com ela senti, mil sois, em mim uma força inconsumável, de veras, indomável.
Por e ao entrar naqueles vales, quentes e acolhidos, de paredes pintadas e gastas, de odores culpados, de um branco choroso às paredes de um portal vaidoso.
Ainda me recordo, seis austeros firmes e convictos, depravados e sucintos à espera da recepção da bênção e coroação.
Alimentar-se da minha natureza, a minha essência, para me deixar cativo e faminto, e dessa forma obter mais um tolo esquecido.
Tinha entrado e por muito que forçasse a saída á muito que fechada, mas forçar foi algo que não fiz, na altura regalado, não quis.
“Num beco, preso inconsciente, um ar frio e seco faz arremesso ao seu redor, não é de veras suficiente para fugir das ameaças que cessam para além das Rosáceas. Curioso é, que a luz que te ilumina e te identifica, que o indicou aos teus pedestais na procura de certos, correctos e convictos ideais nunca o abandonou muito pelo contrário, da tua presença sempre o salvaguardou.”
Finalmente tinha encontrado um local tão belo e apaixonante, com um realismo acentuado e um vasto volume corporal. Fui recebido e agora no berço, no seu útero estava livre, protegido e recolhido, mas acima de tudo iludido.
Continuei como ela queria, guiado pelos seus movimentos era ditado e dissecado consoante os seus desejos e enriquecido com juramentos para a eternidade.
Um erupção eventualmente era de esperar, enquanto que ma puxavam para fora com movimentos de fricção, portanto era inevitável, não me guardei, não pensei, não hesitei …
No auge, num patamar superior, observados, eu benzi-a com tudo o que tinha de mim, dentro de mim e logo a seguir foi coroada e, como agora na presença de uma divindade reconhecida, eu cai deliberadamente dás mãos que tanto me prometeram não me largar.
Naquele momento de maior fraqueza e vulnerabilidade em que o passado não teve piedade e as minhas mãos agora manchadas com a verdade, após anos sem maldade, uma alma já castigada e punida, culpado por os mandamentos quebrar e por aos sem face faces dar cair outra vez ao fundo muito lentamente, sem conseguir respirar.
“Perdera os seus privilégios e já não era visto como merecedor mas antes como um tolo pecador, sendo o seu único pecado, nesta ultima vida, o conforto não questionado, a ingenuidade deliberada.”
Ao cair de volta à rua que subira, os portais que trespassara e violara não esboçavam feições de prazer e lazer com quem no pecado andara, agora rir pareciam, sem remorso.
"É uma história de amor, um amor inocente e demente, um carinho meigo e quente desprotegido e carente.
“Uma fé como não outra, uma devoção cara e com juros. Uma tentação de descarregar nela os nossos pesos e medos, uma luxúria uma sensação de liberdade, uma melodia de vaidade para ouvidos surdos só.
Como erro em geral, uma lição tirar, umas portas abrir outras fechar, caminhos passados não esquecidos mas outros seguir.
Ela não te pode segurar nem amar, de uma passado já confrontado e abraçado, sobrou uma traça do terraço, uma infestação quase vencida prova-se desinibida e invicta.”
“É uma historia de amor,
Por aquela que só causou dor
No inicio, nestes dias frios um calor
No coração, amolecido, se fazia furor
No seu interior escondido no tempo um odor
Previa um final manchado, tantas esperanças num legado de terror.”
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Suspeito do costume by Scentless
Hoje chamaram-me falso,
Hoje fui algo que não quis,
Por entre os vidros, descalço,
Cuspo estes versos febris.
E se disse sinceramente,
Algo com que não concordo,
Mereci algo para sempre?
Porque já não me recordo…
Sinto o cérebro pesado
Desinibir-se timidamente,
Com imagens do passado,
Que não param, nem que tente…
Desconfia da confiança,
Agora por demais testada,
Nesta vida, ainda criança,
Ainda não se fez nada…
Não se duvida da verdade,
Enlouquecida de ciúme,
Pois se isso não é novidade
Mas um suspeito do costume…
Hoje fui algo que não quis,
Por entre os vidros, descalço,
Cuspo estes versos febris.
E se disse sinceramente,
Algo com que não concordo,
Mereci algo para sempre?
Porque já não me recordo…
Sinto o cérebro pesado
Desinibir-se timidamente,
Com imagens do passado,
Que não param, nem que tente…
Desconfia da confiança,
Agora por demais testada,
Nesta vida, ainda criança,
Ainda não se fez nada…
Não se duvida da verdade,
Enlouquecida de ciúme,
Pois se isso não é novidade
Mas um suspeito do costume…
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Romancista de Lágrimas- by The Un{told}
Romancista sem certezas prega rumo pelas tristezas, é procurado nestes vastos areais por aqueles frágeis de outrora indomáveis. Reconforta-los é a sua função seu dever e maldição.
Pois o amor é eterno e incerto, questionável e indomável.
Trazem nos olhos a moeda corrente, neste deserto seco e cedente, o sofrimento que carregam é suficiente.
É confrontado com lágrimas e pecados, tristezas e incertezas, é lhe apresentado a dor e a magoa, a amargura que tanto perdura neste corações que o procuram. Nas suas palavras procuram, reconforto, certezas e garantias.
Não lhes dá nenhumas.
Seus areais são manchados pelos vestígios de pegadas e choros, rastos de actos questionáveis e medonhos, mas nunca julgados, pois não pode um simples espectador respirar o mesmo ar que um actor em sofrimento e dor. As suas palavras não têm cara nem expressão, os mantos da vida jamais despidos, sua cara incógnita e tapada, é isolada.
O que lhes dá é a verdade, onde erraram no passado precisam de saber para consolidar o presente. Porque todos respiramos amor e ternura, mas poucos sabem a quem o devem e quem o merece, pois o amor é incerto.
Todos procuramos alguém para partilhar a brisa da manha a solidão da noite e a respiração junto ao rosto meigo e tranquilo, todos tememos a solidão, a nossa escuridão.
O toque dos lábios nos nossos, aqueles olhos gulosos, o calor e a emoção a devoção e a paixão, as mãos inquietantes que procuram afogar a saudade com tremenda ternura e ferocidade. A excitação que nos percorre nas veias enquanto a corrida pelos vastos lençóis acaba e os trapos descem, num momento luxuoso e regalado. Quando como num berço expostos, desta vez juntos, entrelaçados encaixados num.
A necessidade de partilha do que é nosso, o eterno sacrifício, a nossa chave.
Aqueles dedos nos nossos, nos lábios por beijar quando somente se consegue pensar: Como posso eu já mais deixar de te amar?
E quanto ao toque, a indomável saudade de ter nos braços todo aquele amor e esplendor, explorar os seus cantos e recantos, os movimentos de dois corpos em simultâneo, coordenados por uma só força, um só amor, aquele que os prende e acorrenta.
É vontade de prender e agarrar sem machucar ou enforcar, até por vezes complicado porque um espaço entre corpos não pode sobrar.
O regalo que nos faz sorrir mais uma vez, quando proferidas as palavras, aquelas palavras …
As palavras que muitas vezes cuspidas por lábios feridos e secos, que só procuram alguém que lhes possa lamber as feridas.
Mas amar é a capacidade de empenhar, de sacrificar de dar e sem certezas apostar naquela pessoa como a eterna paixão, com quem passar até o caixão os separar e na barca, a meta final, contar para as moedas de ouro trocar para ao barqueiro pagar,e o caronte testemunhar as pagas de alguém amar, quando na sua escura fria barca entrarem, raios quentes iluminarem a madeira despida e gasta.
Pois o amor é eterno e incerto, questionável e indomável.
Trazem nos olhos a moeda corrente, neste deserto seco e cedente, o sofrimento que carregam é suficiente.
É confrontado com lágrimas e pecados, tristezas e incertezas, é lhe apresentado a dor e a magoa, a amargura que tanto perdura neste corações que o procuram. Nas suas palavras procuram, reconforto, certezas e garantias.
Não lhes dá nenhumas.
Seus areais são manchados pelos vestígios de pegadas e choros, rastos de actos questionáveis e medonhos, mas nunca julgados, pois não pode um simples espectador respirar o mesmo ar que um actor em sofrimento e dor. As suas palavras não têm cara nem expressão, os mantos da vida jamais despidos, sua cara incógnita e tapada, é isolada.
O que lhes dá é a verdade, onde erraram no passado precisam de saber para consolidar o presente. Porque todos respiramos amor e ternura, mas poucos sabem a quem o devem e quem o merece, pois o amor é incerto.
Todos procuramos alguém para partilhar a brisa da manha a solidão da noite e a respiração junto ao rosto meigo e tranquilo, todos tememos a solidão, a nossa escuridão.
O toque dos lábios nos nossos, aqueles olhos gulosos, o calor e a emoção a devoção e a paixão, as mãos inquietantes que procuram afogar a saudade com tremenda ternura e ferocidade. A excitação que nos percorre nas veias enquanto a corrida pelos vastos lençóis acaba e os trapos descem, num momento luxuoso e regalado. Quando como num berço expostos, desta vez juntos, entrelaçados encaixados num.
A necessidade de partilha do que é nosso, o eterno sacrifício, a nossa chave.
Aqueles dedos nos nossos, nos lábios por beijar quando somente se consegue pensar: Como posso eu já mais deixar de te amar?
E quanto ao toque, a indomável saudade de ter nos braços todo aquele amor e esplendor, explorar os seus cantos e recantos, os movimentos de dois corpos em simultâneo, coordenados por uma só força, um só amor, aquele que os prende e acorrenta.
É vontade de prender e agarrar sem machucar ou enforcar, até por vezes complicado porque um espaço entre corpos não pode sobrar.
O regalo que nos faz sorrir mais uma vez, quando proferidas as palavras, aquelas palavras …
As palavras que muitas vezes cuspidas por lábios feridos e secos, que só procuram alguém que lhes possa lamber as feridas.
Mas amar é a capacidade de empenhar, de sacrificar de dar e sem certezas apostar naquela pessoa como a eterna paixão, com quem passar até o caixão os separar e na barca, a meta final, contar para as moedas de ouro trocar para ao barqueiro pagar,e o caronte testemunhar as pagas de alguém amar, quando na sua escura fria barca entrarem, raios quentes iluminarem a madeira despida e gasta.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Immortal by Scentless
Just conceal,
All the demons left inside
They won’t hurt,
They won’t bite,
They won’t bring the pain again,
But they won’t take it away,
SCISSORS!
In melted flames!
RAZORS!
Erase the name!
And I’m sick
Of all the baths I took in bleach,
And I ran,
But they came to get me again,
And I watched,
But the incision’s not made right,
And they cut,
And I bleed, and I die!!
In all this mess,
Return some of my bones,
Then go pray!
Then go home!
But don’t return to me anymore,
I can’t care less of what once was before…
ANESTHETIC!
Relieve me, no matter the cost,
PROSTHETIC!
Try to reclaim what’s not even lost…
And I’m sick
Of all the baths I took in bleach,
And I ran,
But they came to get me again,
And I watched,
But the incision’s not made right,
And they cut,
And I bleed, and I die!!
Can you face for once your immortality?
Didn’t declare no war, but doesn’t that makes us enemies?
For in shame, I crawled back in the hole I once came out of
And reclaimed my own place in the world,
NOT TOO MUCH, BUT ENOUGH!!
All the demons left inside
They won’t hurt,
They won’t bite,
They won’t bring the pain again,
But they won’t take it away,
SCISSORS!
In melted flames!
RAZORS!
Erase the name!
And I’m sick
Of all the baths I took in bleach,
And I ran,
But they came to get me again,
And I watched,
But the incision’s not made right,
And they cut,
And I bleed, and I die!!
In all this mess,
Return some of my bones,
Then go pray!
Then go home!
But don’t return to me anymore,
I can’t care less of what once was before…
ANESTHETIC!
Relieve me, no matter the cost,
PROSTHETIC!
Try to reclaim what’s not even lost…
And I’m sick
Of all the baths I took in bleach,
And I ran,
But they came to get me again,
And I watched,
But the incision’s not made right,
And they cut,
And I bleed, and I die!!
Can you face for once your immortality?
Didn’t declare no war, but doesn’t that makes us enemies?
For in shame, I crawled back in the hole I once came out of
And reclaimed my own place in the world,
NOT TOO MUCH, BUT ENOUGH!!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Assassin by Scentless
Believe in the killer in me,
Innocent, she believes in me,
Metaphorical Scent of disease,
Regardless of whom I tried to be...
Dead by the hands of a mistaken assassin,
Still, she claims what she was not,
The hunter became what the hunted has been,
An image of ignorance behind the roots of a thought.
Experience is worth for what we are now,
Lifeless and cruel, casting a doubt,
Over the wings of the choices we once approached,
But that's not what I saw, that's what I was told...
Dead by the hands of a mistaken assassin,
Still, she claims what she was not,
The hunter became what the hunted has been,
An image of ignorance behind the roots of a thought.
May the metal of your arms
Be my last empty grave,
For against your believes
Nothing's stronger than hate,
Just relieve this empty shell
Of all I once drew,
Because for all that I did
I'm no better than you...
Innocent, she believes in me,
Metaphorical Scent of disease,
Regardless of whom I tried to be...
Dead by the hands of a mistaken assassin,
Still, she claims what she was not,
The hunter became what the hunted has been,
An image of ignorance behind the roots of a thought.
Experience is worth for what we are now,
Lifeless and cruel, casting a doubt,
Over the wings of the choices we once approached,
But that's not what I saw, that's what I was told...
Dead by the hands of a mistaken assassin,
Still, she claims what she was not,
The hunter became what the hunted has been,
An image of ignorance behind the roots of a thought.
May the metal of your arms
Be my last empty grave,
For against your believes
Nothing's stronger than hate,
Just relieve this empty shell
Of all I once drew,
Because for all that I did
I'm no better than you...
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